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Não posso fingir
Não posso fugir.
Não tanto quanto ti
Escrever é algo nosso em comum.
Acordar a madrugada
Acreditar em uma mera folha de papel
Despejar sentimentos tão concisos e utópicos.
The time of my life.
Nesta folha posso ser o que quiser.
Sonhar livre igual um pássaro
E dar asas a desejos e possibilidades múltiplas.
Factível?Sim.
Correto?Não.
Ilusões deixemos para folhas e sonhos.
A vida já o presenteou com uma aliança.
No mundo real, somos dependentes
Condicionados a coisas superiores as nossas dúvidas.
Uma mulher sabe quando desperta algo.
Mas também sabe redimir-se
Do que não pode convir.
As dúvidas terminam por ser efêmeras
E como seqüela, a nostalgia do que poderia ter sido e não foi.
Então, esta é a nossa aliança.
Da qual levaremos sempre
A quantas folhas e sonhos quisermos
Pois só aí somos livres para compor
O contexto da nossa própria obra

criado por Daniella Almeida
18:14:10
criado por Daniella Almeida
18:00:32Instinto. Puro desejo e ousadia.
Pudor, moralismo e princípios
Ficam de lado por alguns instantes
Quando um cheiro másculo
Entranha-se em minhas narinas
Provocando um efeito excitante.
Logo,desta sensação
Algo louco nos envolve.
Nossos corpos roçam-se
Sussurros são produzidos ao pé do ouvido
Arrepiando todo nosso ser.
Profundos olhares trocados,
Elogios em ação
E uma calorosa masculinidade
Explícita na forma que me pegas
Faz desabrochar em mim
Um ser fêmea surpreendente
Capaz de descobrir-se por inteira.
Um vento,
Tempo passado
E logo volto
Aos princípios e tabus
Regidos neste
“Que se dane” cotidiano.

criado por Daniella Almeida
17:54:04No vento suave que minha face bate
Guiada por seus movimentos
Sou levada a novos e velhos mundos.
Passo por monhanhas imaginárias
Visito ilhas nostálgicas
Desertos de amores mil
Vulcões efervescentes.
Não saí de canto algum.
Simplesmente viajei
Nas frases sutis
De um grande poeta.


criado por Daniella Almeida
17:27:05Tenho um amigo Antônio
Não é um Tonho qualquer
Ele é um cara "do contra"
Outro igual você não quer
Enche o saco, diz piada
No que vem, der e vier
Nome segundo é Bernardo
É um cabra bem letrado
Bota vírgula, tira ponto
De nada tem de alesado
Reparador como ele
Não se vê em um mercado
Certo dia lá na GEJO
Uma história comentou
Foi falar de uma dor
Que a barriga alcançou
Quando tinha cinco anos
E nas calças se cagou.
Ainda bem que era menino
Essas coisas acontecem
Nunca foi nenhuma arma
Dos amigos que o conhecem
Pois Marília o defendeu
Hoje todos reconhecem
Vou parando por aqui
Esta história sem mistério
Acabou inspiração
Antônio tirou de sério
Esse cabra bem letrado
Se borrou em seu império


criado por Daniella Almeida
17:09:35