Jardim da poesia

Canteiro dedicado as "flores" de Daniella Almeida, que brota no universo literário com sua poesia lírica e popular.

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Canteiro dedicado as "flores" de Daniella Almeida, que brota no universo literário com sua poesia lírica e popular.
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20.09.07

Aliança

Não posso fingir
Não posso fugir.
Não tanto quanto ti
Escrever é algo nosso em comum.
Acordar a madrugada
Acreditar em uma mera folha de papel
Despejar sentimentos tão concisos e utópicos.

The time of my life.
Nesta folha posso ser o que quiser.
Sonhar livre igual um pássaro
E dar asas a desejos e possibilidades múltiplas.
Factível?Sim.
Correto?Não.

Ilusões deixemos para folhas e sonhos.
A vida já o presenteou com uma aliança.
No mundo real, somos dependentes
Condicionados a coisas superiores as nossas dúvidas.

Uma mulher sabe quando desperta algo.
Mas também sabe redimir-se
Do que não pode convir.

As dúvidas terminam por ser efêmeras
E como seqüela, a nostalgia do que poderia ter sido e não foi.

Então, esta é a nossa aliança.
Da qual levaremos sempre
A quantas folhas e sonhos quisermos
Pois só aí somos livres para compor
O contexto da nossa própria obra

1 comentário
  • Em 12.11.07, às 15:39:52,
  • jair disse :
Bela poesia Dani.Essa delicadeza na palavra.Esse trato cuidadoso com o texto te faz uma poetisa madura e com muitas promessas.
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